Segunda-feira, Abril 06, 2009

Se eu soubesse pintar



Crianças passeiam em dia nublado na Ilha do Sol, lago Titicaca, Bolívia

Terça-feira, Março 31, 2009

Em defesa do diploma





Jornalista, só com diploma

27/03/2009

* Sérgio Murillo de Andrade
FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas

Em 1964, há 45 anos, na madrugada de 1º de abril, um golpe militar depôs o presidente João Goulart e instaurou uma ditadura de 21 anos no Brasil. Em 2009, a sociedade brasileira pode estar diante de um novo golpe. Desta vez contra o seu direito de receber informação qualificada, apurada por profissionais capacitados para exercer o jornalismo, com formação teórica, técnica e ética.

A exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista, em vigor há 40 anos (1969/2009), encontra-se ameaçada. O Supremo Tribunal Federal (STF) julgará, também em 1º de abril, o recurso que questiona a constitucionalidade da regulamentação da profissão de jornalista. O ataque à profissão jornalística é mais um ataque às liberdades sociais, cujo objetivo fundamental é desregulamentar as profissões em geral e aumentar as barreiras à construção de um mundo mais pluralista, democrático e justo.

É importante esclarecer: defender que o Jornalismo seja exercido por jornalistas está longe de ser uma questão unicamente corporativa. Trata-se, acima de tudo, de atender à exigência cada vez maior, na sociedade contemporânea, de que os profissionais da comunicação tenham uma formação de alto nível. Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos Cursos de Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.

A Constituição, ao garantir a liberdade de informação jornalística e do exercício das profissões, reserva à lei dispor sobre a qualificação profissional. A regulamentação das profissões é bastante salutar em qualquer área do conhecimento humano. É meio legítimo de defesa corporativa, mas sobretudo certificação social de qualidade e segurança ao cidadão. Impor aos profissionais do Jornalismo a satisfação de requisitos mínimos, indispensáveis ao bom desempenho do ofício, longe de ameaçar à liberdade de Imprensa, é um dos meios pelos quais, no estado democrático de direito, se garante à população qualidade na informação prestada - base para a visibilidade pública dos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas.

A existência de uma Imprensa livre, comprometida com os valores éticos e os princípios fundamentais da cidadania, portanto cumpridora da função social do Jornalismo de atender ao interesse público, depende também de uma prática profissional responsável. A melhor forma, a mais democrática, de se preparar jornalistas capazes a desenvolver tal prática é através de um curso superior de graduação em Jornalismo.

A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.

A sociedade já disse o que quer: jornalista com diploma. Pesquisa realizada pelo Instituto Sensus, em setembro de 2008, em todo País, mostrou que 75% dos brasileiros são a favor da exigência do diploma de Jornalismo.

Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos de interesses privados e motivações particulares. Os jornalistas esperam que o STF não vire as costas aos anseios da população e vote pela manutenção da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista no Brasil. Para o bem do Jornalismo e da própria democracia.

* Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ


Copiei do gato-e-passarinho , blog da minha amiga jornalista Adriane Canan

Domingo, Março 15, 2009

Talentos do Brasil

Palova Brito (texto)
Silvia Pavesi (fotos)




A nova coleção do Programa Talentos do Brasil entrou na passarela do Capital Fashion Week no início da noite desta sexta-feira (13), em Brasília (DF). Foram 23 looks, resultado da dedicação e do trabalho cuidadoso de duas mil artesãs que utilizam matérias-primas encontradas na biodiversidade da agricultura familiar, de forma sustentável, para a produção das peças.

Na coleção, vestidos, saias, blusas, batas que utilizam juta, cipó, sementes, técnicas de bordado, lã de ovelha e crinas de cavalo, entre outros. Uma a uma as modelos foram apresentando a beleza transformada do couro de peixe, palha de palmeira de buriti, folha de tururi, juta, sobras de madeira, látex, bagacilho de cana e pedras preciosas.(leia)




















Moda da agricultura familiar desfila no Capital Fashion Week 2009

Terça-feira, Março 10, 2009

Antônio Nóbrega

Hoje tem show do artista pernambucano Antônio Nóbrega no teatro da Caixa, aqui em Brasília. Infelizmente, não poderei ir. Tento me consolar com o registro do único show que vi dele há alguns anos aqui na cidade. O cara é tão bom de palco que dá vontade de sair dançando por aí.


Sábado, Fevereiro 21, 2009

Carnaval em outro canto do mundo

Carnaval 2008

Crianças fantasiadas no carnaval de Panachajel, uma das cidades às margens do lago Atitlán, na Guatemala. Capricho nas fantasias da garotada




A palhacinha de lilás tem detalhes feitos com casquinha de ovos pintadas




Princesa e dama



Crianças de Pana brincam na terça-feira, único dia comemorado do carnaval



Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

Salar de Uyuni - Bolívia

O salar de Uyuni foi o mais belo e impressionante cenário que vimos durante nossa viagem de quatorze meses por vinte e quatro países da América Latina e Europa, inclusive o leste europeu.
A Bolívia, onde fica o salar, é pouco conhecida dos brasileiros. Mas vale a pena tirar férias e desbravar o país vizinho. Além das paisagens deslumbrantes, os preços baixos são atrativos para mochileiros de todas as partes do mundo.
Mais fotos de nossa viagem no Fotos e Fronteiras









Pirâmides de Sal
foto: Silvia Pavesi




Laguna Colorada
foto: Silvia Pavesi





Jardim de Dali
foto: Eumano Silva






Montana de Colores
foto: Silvia Pavesi

Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009

Viagem pela História XII - México






A última parada

Reportagem completa série de 12 trabalhos sobre a América Latina
Eumano Silva e Silvia Pavesi
Especial para o Correio


Esta reportagem sobre o México encerra a série Viagem pela História publicada pelo Correio desde julho de 2007. Durante um ano, os autores percorreram 14 países da América Latina em ônibus, trens, barcos, triciclos e longas caminhadas. Sem pegar avião, atravessaram todas as fronteiras de Brasília a Tijuana, quase nos Estados Unidos.

A série demonstrou como o turismo pode ser usado para se conhecer a memória preservada de um continente. Das doze reportagens, oito mereceram capa do caderno Turismo.

Mais de cinquenta páginas estamparam cerca de cem fotografias. Juntas, formam um extenso painel do passado e do presente. O texto jornalístico relatou os episódios mais significativos da América Latina em cerca de 3.000 anos de história. Mostrou as diferentes etapas da ocupação do continente, os povos da antiguidade, a chegada dos europeus, a colonização, a independência dos países, os ciclos de desenvolvimento e as guerras civis.

Os autores estiveram em sítios arqueológicos, museus, comunidades indígenas, cidades coloniais e centenas de lugares onde a memória se mantém viva. Entrevistaram profissionais e estudiosos de história, antropologia, arqueologia, arquitetura, descendentes de antigas tribos nativas, professores, diretores de museus, um prefeito, ex-guerrilheiros, policiais e turistas.

Apresentaram as misteriosas tumbas e estátuas de Tierradentro e San Agustin, na Colômbia deixadas por uma sociedade sobre a qual nada se sabe, extinta há mais de mil anos. Contaram também como vivem no litoral do Panamá os índios Kuna, descendentes dos nativos que assistiram à passagem dos primeiros europeus pelo Caribe.

Fizeram ainda uma prolongada pesquisa sobre incas, maias e astecas, as três maiores civilizações surgidas na América Latina antes da chegada dos europeus no final do século 15.

Conheceram as impressionantes ruínas de Machu Picchu, no Peru, Tikal, na Guatemala, Copán, em Honduras, Palenque, Chichen Itza e Teotihuacan, no México. Frequentaram feiras, mercados e praças para conviver como povo.

Na Bolívia, resgataram as relíquias da Chiquitania, onde os índios preservam igrejas, instrumentos musicais e tradições dos tempos em que a Companhia de Jesus participou da colonização da América do Sul. No mesmo país, estiveram em La Higuera, pequeno povoado andino onde Che Guevara foi executado.

Na Nicarágua, as lendas e os heróis cultuados pela população recordam o passado de revoluções e invasões estrangeiras. Na fronteira com a Bolívia, um pedaço do Brasil foi do Paraguai. Em El Salvador, a população tenta reerguer a cidade de Suchitoto quase vinte anos depois da guerra civil.

Trecho final
Os jornalistas percorreram o último trecho da longa viagem em 24 horas. Saíram de Chihuahua num fim de tarde e chegaram a Tijuana no início da noite do dia seguinte. Pela janela do ônibus, o sol se pôs duas vezes. O deserto do norte mexicano lembrava cenários de filmes faroeste. A estrada asfaltada subiu e desceu montanhas áridas, alguns trechos com bosques de cactos e arbustos de folhas pequenas, como no nordeste brasileiro.

No meio do caminho, do lado direito da estrada, apareceu uma cerca, logo depois transformada em muro baixo. A obra acompanhou exatamente a linha de fronteira do México com os Estados Unidos. Em Tijuana, ficou ainda maior. Virou uma sólida barreira de uns três metros de altura.

Os Estados Unidos construíram o muro para tentar impedir a entrada de latino-americanos. Antes mesmo de ser concluída, a obra entrou para a história como uma das grandes aberrações da América Latina.

Domingo, Fevereiro 01, 2009

Forum Social Mundial 2009









Sinais dos tempos

Os campi das Universidade Federal e da Rural do Pará, em Belém, foram as sedes do Fórum Social Mundial. Estudar sob as mangueiras da beira do rio Guamá, um afluente do Amazonas, deve ser muito inspirador.

Vi pouco das milhares de "tribos" que participaram do FSM.

Os indígenas amazônicos chamaram a atenção com cocares coloridos. Quantas araras!!!!

Agora, para mim, o mais inusitado foi ver o Bob's cheio, enquanto o painel com os presidentes Lula, Evo, Chávez, Lugo e Correa não começava.

Em edições anteriores do FSM, redes de fast-food eram depredadas. Hoje, até os índios se divertem saboreando um big bob's e um refri. E ainda exibem o símbolo do Banco do Brasil no braço.

Um outro mundo será possível?

Terça-feira, Dezembro 23, 2008

Viagem pela História XI - Cuba







Os encantos de Havana e a influência da cultura negra em Cuba inspiraram a décima primeira reportagem da série Viagem pela História, publicada pelos jornais Correio Braziliense e O Estado de Minas. Os repórteres Eumano Silva e Silvia Pavesi viajaram durante doze meses pela América Latina. Um pouco da aventura pode ser vista no blog Fotos e Fronteiras. Boa viagem.


Terça-feira, Dezembro 16, 2008

Cordel do Fogo Encantado



Cordel

Chover

(ou invocação Para Um Dia Líquido)
(Letra: Lirinha e Clayton Barros; Música: Clayton Barros)

O sabiá no sertão
Quando canta me comove
Passa três meses cantando
E sem cantar passa nove
Porque tem a obrigação
De só cantar quando chove*


Chover chover
Valei-me Ciço o que posso fazer
Chover chover
Um terço pesado pra chuva descer
Chover chover
Até Maria deixou de moer
Chover chover
Banzo Batista, bagaço e banguê

Chover chover
Cego Aderaldo peleja pra ver
Chover chover
Já que meu olho cansou de chover
Chover chover
Até Maria deixou de moer
Chover chover
Banzo Batista, bagaço e banguê







Posted by Picasa


Meu povo não vá simbora
Pela Itapemirim
Pois mesmo perto do fim
Nosso serão tem melhora
O céu tá calado agora
Mais vai dar cada trovão
De escapulir torrão
De paredão de tapera**

Bombo trovejou a chuva choveu

Choveu choveu
Lula Calixto virando Mateus
Chover chover
O bucho cheio de tudo que deu
Chover chover
suor e canseira depois que comeu
Chover chover
Zabumba zunindo no colo de Deus
Chover chover
Inácio e Romano meu verso e o teu
Chover chover
Água dos olhos que a seca bebeu

Quando chove no sertão
O sol deita e a água rola
O sapo vomita espuma
Onde um boi pisa se atola
E a fartura esconde o saco
Que a fome pedia esmola**

Seu boiadeiro por aqui choveu
Seu boiadeiro por aqui choveu
Choveu que amarrotou
Foi tanta água que meu boi nadou***

*Zé Bernardinho
**João Paraíbano
***Toque pra boiadeiro



Sábado, Agosto 30, 2008

Viagem pela História X - Maias/Mesoamérica


Na décima édição da série Viagem pela História, apresentamos o fascinante mundo Maia, povo que ocupou a Meso-américa entre os séculos IV e X. Mestres na arquitetura, construíram cidades planejadas com enorme pirâmides, casas e jardins. Inventaram o zero, conheciam a astronomia e cultuavam os reis como se fossem deuses, como o da foto acima. 18 Conejo governou Copán Ruínas, cidade maia em Honduras, e morreu em 738 d.C. O Correio Braziliense e O Estado de Minas publicam a série produzida pelos jornalistas Eumano Silva e Silvia Pavesi.

Viagem pela História IX - El Salvador


Suchitoto guarda tristes e heróicas lembranças da guerra civil que assolou El Salvador na década de 1980. Hoje a cidade tenta se recuperar com um projeto de turismo social que mostra aos visitantes a triste história recente desse pequeno país da América Central. Os jornalistas Eumano Silva e Silvia Pavesi apresentam Suchitoto na nona reportagem da série Viagem pela História, publicada pelos jornais Correio Braziliense e O Estado de Minas.

Viagem pela História VIII - Nicarágua


La Gigantona y el Pépe Cabezón são personagens do folclore de León, Nicarágua. Tema da oitava reportagem da série Viagem pela História, o país centro-americano emociona os visitantes com um conturbado e apaixonante passado. Publicada pelos jornais Correio Braziliense e O
Estado de Minas, a série é produzida pelos jornalistas Eumano Silva e Silvia Pavesi.

Viagem pela História VII - Panamá


Índios Kuna, do Panamá, esbanjam cores e preservam tradições surgidas antes da conquista do continente pelos europeus. A foto acima foi a capa da sétima edição da série Viagem pela História publicada pelo caderno de Turismo do jornal Correio Braziliense. O Estado de Minas também publica o trabalho dos jornalistas Eumano Silva e Silvia Pavesi.

Sábado, Março 15, 2008

Se eu soubesse pintar

Los Niños y el helado

Sábado, Fevereiro 16, 2008

Mercados






É impossível resistir às cores das frutas frescas e à luz filtrada que ilumina o interior dos mercados. Pena que a fotografia ainda nao tem cheiro nem gosto.
(Mercados de Leon, Nicarágua e
Sucre, Bolívia)

Viagem pela História VI - América do Sul


A sexta reportagem da série publicada pelos jornais Correio Braziliense e O Estado de Minas apresenta oito roteiros de viagem para cidades da América do Sul. Arequipa (foto acima), Cusco, lago Titicaca, La Higuera, Samaipata, Sucre, Potosí, Quito e Cartagena de las Índias foram os locais escolhidos. Os jornalistas Eumano Silva e Silvia Pavesi viajam há dez meses pela América Latina. Veja fotos e reportagens no blog Fotos e Fronteiras.

Quinta-feira, Dezembro 20, 2007

Se eu soubesse pintar I

La mujer com el niño en las espaldas



El hombre de Tarabuco









Sexta-feira, Dezembro 14, 2007

El Arte Extremo

O artista-plástico Eduardo Fidel Moscoso Rodriguez quer chocar o público que visita o Museu-café de Arte Extremo, em Cuenca, no Equador. Rodriguez, de 43 anos, transformou a casa onde vive com Martha Iñiguez, companheira há 25 anos e os dois filhos do casal, em um refúgio para quem não quer normalidade.
Sepulturas, falos, monstros, unicórnios são obras do autor. "Cuenca é uma cidade muito conservadora, linear, precisa de alguém extremo, com idéias extremas, por isso estou aqui, para chocar e fazer as pessoas olharem para além do normal" , argumenta. Veja abaixo alguns detalhes do museu-café.





Viagem pela História V - Venezuela

Caracas e Simon Bolívar foram os temas da quinta reportagem da série Viagem pela História publicada pelos jornais Correio Braziliense e O Estado de Minas. Abaixo, detalhes do casario de El Hatillo e a fachada do Panteon onde está enterrado o corpo do Libertador. Leia mais no blog Fotos e Fronteiras dos jornalistas Eumano Silva e Silvia Pavesi.


Segunda-feira, Dezembro 03, 2007

San Pancho en Medellin

Era um sábado de sol quente e o calor só aumentou a alegria dos devotos de San Pancho que bailavam e cantavam pelas ruas e praças de Medellin. Saias rodadas e coloridas, maquiagem cintilante e um batuque bem africano lembravam o carnaval. San Panchito em destaque no alto de um carro com placa de Moravia, no Choclo, departamento da costa pacífica da Colômbia, onde é padroeiro.

Domingo, Novembro 11, 2007

Viagem pela História IV - Colômbia

A série publicada pelos jornais Correio Braziliense e O Estado de Minas já está na quarta reportagem. ¨Mistérios Ancestrais¨ revela um pouco da história desconhecida dos antigos moradores das montanhas de Tierradentro e de San Agustin, no sul da Colômbia. Abaixo, veja algumas fotos das milenares estátuas, tumbas e a Fonte de Lavapatas que até hoje encantam e surpreendem os visitantes. Leia a reportagem completa no blog Fotos e Fronteiras dos jornalistas Eumano Silva e Silvia Pavesi.











Segunda-feira, Outubro 22, 2007

Viagem pela História III -Brasil

Corumbá, Fronteira de Guerra, foi a terceira reportagem publicada pelos jornais Correio Braziliense e O Estado de Minas. A série Viagem pela História é produzida pelos jornalistas Eumano Silva e Silvia Pavesi durante viagem pela América Latina. Leia mais no blog Fotos e Fronteiras